
Sustentabilidade é arma da diplomacia econômica
Míriam Leitão
O Globo
Combater o desmatamento, enfrentar as mudanças climáticas e reduzir as emissões de carbono fazem parte do projeto de melhorar a imagem e ampliar os negócios internacionais do Brasil. O presidente Lula em seu discurso de abertura da Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, criticou “afirmativas falsas” sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira, destacou a matriz energética do país e reclamou das barreiras aos biocombustíveis, apontando seu papel estratégico em um momento de crise do petróleo, às vésperas da entrada em vigor do Acordo Mercosul–União Europeia. E foi apoiado por empresários e políticos.
O agronegócio brasileiro tem avançado muito, em adoção de novas tecnologias e adoção de práticas sustentáveis, mas o problema é que continua defendendo pautas retrógradas que favorecem o aumento do desmatamento. Como chefe de Estado, em busca de novos negócios na Europa, Lula deu ênfase à face mais positiva do agronegócio brasileiro.
CONTRASTE – Isso evidencia um contraste marcante com o governo anterior, de Jair Bolsonaro, que passou quatro anos tensionando a agenda ambiental, trabalhando contra a floresta — tendo como momento mais simbólico a fala do então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre “passar a boiada”, em reunião de 22 de abril de 2020.
É bom lembrar que politicamente o setor apoia a extrema direita ou a direita e jamais o presidente atual, mas Lula ignorou esse questão interna na sua defesa do agronegócio. Ao fazer isso, Lula cumpre o papel de presidente do Brasil, independentemente da tendência política do setor do agronegócio.
“Não estou aqui em uma relação ideológica com o primeiro-ministro Merz, mas de Estado”, destacou. O discurso reverberou com apoios na Alemanha, tanto no setor empresarial quanto no Partido Verde. O prefeito de Hannover, Belit Onay, afirmou: “Vale a pena olhar para o Brasil, líder em energias renováveis”.
BRASIL COMO EXEMPLO – Já Gunther Kegel, presidente da Associação da Indústria Eletrônica e Digital da Alemanha, disse: “O Brasil é um exemplo, um país em ascensão e dedicado à proteção ambiental. A COP30 aconteceu no lugar certo”. A fala soou como uma clara alfinetada no primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, que, ao fim da Conferência do Clima, declarou que sua comitiva estava aliviada por deixar Belém.
No mundo ideal, o próximo passo seria o setor do agronegócio compreender cada vez mais o quanto respeitar a legislação ambiental brasileira é fundamental para a imagem do país — e para a ampliação de negócios.
Coisa horrorosa. Nem para ministra foi convidada.
Não conseguiu explorar o petróleo ali perto da Guiana e agora está fazendo propaganda do Meio ambiente.
O império empresarial bilionário da elite secreta de Cuba
Especialistas indicam o ex-presidente cubano Raúl Castro e seu entorno como proprietários e operadores da holding multimilionária Gaesa —
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/04/o-imperio-empresarial-bilionario-da-elite-secreta-de-cuba.shtml
HA!HA!HA!HA!Ha!Ha!HA
demais da conta…..