Algumas coisas que me impressionam neste Brasil cada vez mais estranho e surrealista

Nani Humor: RICARDO SALLESVicente Limongi Netto

Completando 14 anos, a Lei Maria da Penha infelizmente não intimida covardes e assassinos. Não tem força para conter a avassaladora escalada de feminicídios. O destemido secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Fábio Wajngarten, enfrentou um assaltante em São Paulo. Com roteiro digno de série policial. Armado com revólver, o valente Fábio correu atrás do perigoso e desarmado meliante, berrando “pega ladrão”. Que caiu e acabou preso.

Depois de anunciar recursos para a fabricação de vacina contra o covid-19, um orgulhoso Bolsonaro tranquilizou os brasileiros: “Não preciso tomar porque já estou safo”. Completando com um candente e profundo “vamos tocar a vida”.

TUDO MUITO CONFUSO – Com sua insensibilidade, Bolsonaro deixa com inveja o milionário Paulo Coelho, mestre em clássicos que remetem à autoajuda. Bolsonaro tenta torna trivial mais uma horrenda estatística.

No Brasil, trabalhadores continuam confundidos com bandidos. Agredidos, humilhados, presos e até mortos, como aconteceu ontem no Rio de Janeiro.

Força, ministro Alexandre de Moraes. Combata sem trégua, com vigor, a escória das notícias falsas e irresponsáveis apoiadores.

OUTROS DESTAQUES – Parecer estapafúrdio do Senado praticamente isentando de punição Flávio Bolsonaro por irregularidades antes de eleger-se senador, é fruto do patético e risível regimento da Câmara Alta.

Não basta Bolsonaro manifestar pesar pela tragédia em Beirute. Precisa ir lá. O Brasil abriga, com satisfação, amizade e amor, a maior colônia de árabes e libaneses, no mundo, fora do Líbano.

Disputa para a presidência do senado ainda vai render muitos capítulos. Passando pelo crivo dos resultados das eleições municipais de novembro. É cedo para Davi Alcolumbre comprar terno novo. 

ETERNO DRUMMOND – Imagens e áudio de Carlos Drummond de Andrade, na GloboNews, embelezam e cativam mais do que as cansativas e desinteressantes chamadas de políticoS, magistrados, artistas,  empresários e militares.

Ministro e general Augusto Heleno (Correio Braziliense- 7/8) prestou mais um relevante serviço à Pátria e as instituições, demovendo o impulsivo Bolsonaro da colossal sandice de intervir no Supremo Tribunal Federal, conforme a revista Piauí.

Um balaio de políticos, médicos e empresários larápios precisa limpar o cérebro e o caráter com álcool gel. 

Noronha, presidente do STJ, é um ministro grosseiro que não respeita jornalistas

Intrigas e 'esqueletos' minam candidaturas a ministro do STF | VEJAVicente Limongi Netto

Colérico e destemperado, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha chamou jornalistas de “analfabetos”, alegando que “não entendem nada de leis”. A torpe e estapafúrdia agressão foi em vídeo conferência, na Ordem dos Advogados do Brasil. O magistrado não tem o direito de insultar ninguém. O bom senso exige que Noronha seja civilizado e respeite o direito de crítica. Precisa ter compostura.

O uso da toga não permite desaforos. Exercer o cargo com decisões e manifestações que engrandeçam a si próprio e a importante corte que preside. Nessa linha, estranho e lamento que a OAB e entidades jornalísticas não tenham repudiado, no tom que o assunto exige, a falta de educação do ministro Noronha. É aquele que colocou o famoso Fabricio Queiroz e a mulher em prisão domiciliar, mas negou o mesmo direito a outros 700 presos.

DIA DOS PAIS – Vem aí mais um Dia dos Pais, comemorado no próximo domingo, dia 9. O pai tem o ombro amigo. Mãos severas. É a bússola do bem. O olhar solidário. Gestos largos de alegria e orgulho. Vibra com o sucesso dos filhos. Compartilha responsabilidade e confiança. Estimula sonhos. Constrói emoções. Oferece lições. Abre caminhos. Corrige maus impulsos. É o zeloso companheirão que Deus colocou nas nossas vidas.

O presente para os pais só será entregue mais para a frente. Os alquimistas palacianos querem a volta da famigerada CPMF. São as quatro letras do demônio rondando os lares brasileiros. É aquele maldito imposto cujas letrinhas significam: Canastrões planejam mesquinharia financeira.

 O “mito” precisa levar um bom susto, para agir com mais responsabilidade

Com Covid-19, Bolsonaro passeia de moto sem máscara e conversa com ...

Sem usar máscara, Bolsonaro expõe o gari ao contágio da covid-19

Vicente Limongi Netto

Trago minha opinião a respeito da oportuna pergunta que não quer calar ( Correio Braziliense – Coluna Eixo-Capital -24/7): “Quem vai fazer com que o presidente Bolsonaro, contaminado com a covid-19, respeite as pessoas e use máscara?“. Já que as luzes do bom senso passam longe da sensibilidade do marrento chefe da nação, creio que Bolsonaro somente despertaria da bobagem do marketing maluco que decidiu adotar, desafiando a pandemia com embevecido orgulho, se realmente a covid-19 lhe pegasse de jeito, ao contrário do que aconteceu.

Prostrado na cama. Sofrendo com os sintomas da insidiosa doença. Gemendo com dores terríveis. Febre alta. Sem trégua.  Clamando por Deus. Respirando com dificuldade. Dores no peito. Com alucinações. Precisaria de cuidados médicos na UTI. Tratamento longo e penoso.  Deixaria familiares e amigos apreensivos.

AVÓ DE MICHELLE – Precisaria ser algo como a avó de sua mulher, dona Maria Aparecida Firmo Ferreira, está enfrentando num hospital público em Brasília, para onde foi levada do dia 1º pelos vizinhos, após cair das muletas em plena favela.

Depois, recuperado, como fervoroso católico tremendamente evangélico, Bolsonaro seria informado que passou por momentos dramáticos. Que por um triz não partiu. Que o coronavírus pode ser arma letal. Não respeita ninguém. Nem chefe de Estado. Rei ou rainha. 

De volta ao Alvorada, perceberia que não é mais criança. Nem super-homem. Que tem responsabilidades e obrigações como Presidente da República. Que foi eleito para cumpri-las com fervor e eficiência. Dando bons exemplos. Seguindo determinações médicas. Preparando-se para a próxima delicada operação de abdômen, já anunciada por ele mesmo.

FALTOU DIZER – Para enfatizar que estava errado, precisaria (e ainda precisa) ir à televisão exortar, alto e em bom som: “Usem a máscara. Ela salva vidas”.

Bem a propósito, ainda sobre o patético Bolsonaro, subestimando a prevenção, ele chegou ao cúmulo de dizer que usar a máscara “é coisa de veado”. Então, recordo o que escrevi aqui na gloriosa Tribuna da Internet, em artigo no dia 2 de junho:

“Caso o senhor queira morrer, paciência. Agindo assim, breve conseguirá. Mas evite que outras pessoas morram. Suas atitudes são inconsequentes, estapafúrdias, insolentes e inacreditáveis. Digo o mesmo de seus mal educados seguidores”.

VETOS NA GELADEIRA – Por fim, não podemos esquecer o malabarista Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Como se estivesse descoberto a vacina contra a covid-19, a Folha de São Paulo do dia 21 julho destacou, eufórica: “Por apoio a sua reeleição no Senado, Alcolumbre põe vetos na geladeira”. A meu ver, quem deveria sofrer na geladeira é a “informação” do jornal paulista. 

Aqui na Tribuna, em artigo dia 21 junho, portanto há mais de um mês, cravei, com o título “Sonho de Alcolumbre”, o seguinte texto: O roliço senador do DEM não esconde que deseja ser reeleito para o posto. Para mudar a constituição, precisará do empurrão da tropa de choque do Bolsonaro. Se é que ele tem uma. Tipo uma mão lava a outra e as duas a cretinice. Mais um capítulo de descarado cinismo e empulhação.

Sepultado sem honras o partido politico que jamais deveria ter nascido

Um apelo cidadão contra a aliança dos matadores - 29/11/2019 ...

Tiro no pé! Logotipo foi feito com cartuchos já usados

Vicente Limongi Netto

Era uma vez um menino raquítico, que sonhava ser político famoso. Tinha planos de correr o Brasil e o mundo, levando esperanças aos brasileiros. O menino sonhador cresceu marrento. Gênio difícil. Via inimigos em todo canto. Antigos aliados em debandada. Levado pelo surrealismo, nosso intrépido patriota decidiu tornar-se partido político. Achava que, assim, seria mais respeitado.

O tempo passou e o futuro partido não saiu do lugar. Uma brigalhada infernal. Até que a Justiça Eleitoral cansou de esperar por resultados. Teve o desprazer de comunicar ao chefe da nação que o partido não saiu do papel.

O tal partido Aliança morreu de inanição. Foi enterrado discretamente, sem honras nacionais, trombetas ou velas. No túmulo dos políticos açodados que acabam ficando sem o mel e a cabaça. Qualquer semelhança com o presidente do Brasil é forte coincidência.

GRATO, JESUS – Foi ótimo, Jorge Jesus. Teu belo e vitorioso trabalho engrandeceu o Flamengo e o futebol brasileiro.  O legado profissional do treinador português ficará para sempre na memória e na saudade dos torcedores. Trabalhou um ano no Mengo e conquistou cinco títulos. A proposta do Benfica é irrecusável. Muitos zeros parceiros de euros. Seja feliz. Você merece os louvores dos deuses do futebol.

Creio que Wanderley Luxemburgo é o mais qualificado treinador para o lugar de Jesus. Embora começando excelente trabalho no Palmeiras, onde também dispõe de bom elenco, duvido que Luxa não estudará uma proposta com carinho caso venha a ser sondado pelos dirigentes do Flamengo. O cofre do novo campeão carioca está cheio.  

HÁ UM ANO… – Agora, vamos relembrar um texto que escrevi há um ano, prevendo uma situação que se concretizou:

O general Luiz Eduardo Ramos encontrará dificuldades para desempenhar, com sucesso, a função de interlocutor do governo junto ao Congresso Nacional. O cargo é espinhoso. Sem tréguas.  Para profissionais de alto coturno. Equivale a moer o corpo e a mente. Diariamente. Dormir com o celular ligado. Sonhando com deputados e senadores. E cara alegre.

O fato do general Ramos ter sido assessor parlamentar do Exército pouco significa. Ou quase nada. O general tem que se prevenir. Cuidar da mente e do corpo. Respirar fundo. Ajustar as solas dos sapatos. Tomar café reforçado. Guaraná em pó com mel e limão. Garapa de rapadura com açaí e banana. Beijar os netos antes de sair e orar para merecer a força de Deus.

Nem com telescópio da Nasa se consegue ver onde Gilmar ofendeu as Forças Armadas

Hamilton Mourão: Últimas Notícias | GaúchaZH

Charge do Gilmar Fraga (GaúchaZH)

Vicente Limongi Netto

Na falta do que fazer de melhor pela coletividade, o governo Bolsonaro alimenta, com admirável fervor cívico, campanha de protesto contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, por declarar que o Ministério da Saúde, em quadra perigosa da pandemia da covid-19, não poderia jamais ser ocupado por um general. É perda de tempo. É gestão de enxugar gelo. Está formada a pantomima contra Mendes.

Tanques, canhões, bazucas, aviões, submarinos, todos a postos contra o enfático Gilmar Mendes.  Os agora desafetos do ministro do STF pretendem, a meu ver, é jogar a opinião pública contra magistrados da Suprema Corte.

DESVIANDO O FOCO – Tática patética, medonha e desprezível. Choram pitangas contra Mendes na tentativa de desviar o foco das atenções para problemas infinitamente mais graves que assolam o Brasil.

O imoral desmatamento é um deles. Nos envergonha perante o mundo. Também foi melancólica a maneira desastrada como o governo tirou os médicos do comando do Ministério da Saúde.

Os generais querem tirar o couro do ministro Gilmar. Não consigo ver, nem com telescópio da Nasa, onde Gilmar teria ofendido as briosas e patrióticas Forças Armadas.

DEVIA TER DESENHADO – Se Mendes soubesse que suas declarações causariam tantas mágoas e choradeira, deveria ter desenhado: em tempos da pandemia, o correto seria o ministério da Saúde ser comandado por um médico. Por um profissional do ramo. Médico sanitarista, por exemplo.

Em nenhum país, nesta quadra sombria, o Ministério da Saúde é comandado por um general. Nessa linha, portanto, o Brasil colocou no Ministério da Saúde o homem errado no lugar errado. Por mais condecorações que ostente com orgulho.

Ela manda no jogo e é a mais querida das multidões, até mesmo em tempo de pandemia

Varzim perde (1-0) em Coimbra e cai para a zona da despromoção ...

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

Sou linda. Amada no mundo todo.  Bem feita. Colorida e feliz. Sou famosa como a Bíblia e aquela marca de refrigerante. Onde chego todos se encantam. Mesmo nesta quadra tenebrosa da pandemia, não fazem nada sem mim. Costumo ser tratada como rainha.  Com carinho , deferências e cuidados especiais. Faço o espetáculo. Encarno a festa e a alegria.

Alguns abusam da minha beleza. Levo sustos e pontapés.  Mas a maioria me trata com devoção e amor. Costumo ser beijada e mandada para longe, em algumas comemorações.

SOU UMA DEUSA – Em todo lugar me sinto em casa. Sou respeitada. Sabem o perfume que gosto. Alguns até querem dormir comigo. Quando soa o apito, todos querem ficar comigo. No apito final, geralmente sou levada para casa por algum admirador.  Sou deusa morando em galerias, museus e bem avaliada por colecionadores.

Mesmo sem torcida, como agora, conquisto multidões. Dou as cartas tanto como o cidadão de preto. Faço parte do amplo cenário de luzes, redes, pernas, uniformes, cadeiras, balizas e autofalantes.

Voltei do descanso forçado. Na minha ausência, apareceram máscaras, testes e recomendações médicas. Mas continuei necessária e inabalável.  O perigo tomou conta do mundo. Em épocas normais, trabalho muito. Os calendários não dão sossego. Enxuta ou molhada não ligo para a tristeza. O futebol não existe sem mim.

PUNIÇÃO AO TORCEDOR – Birra do Flamengo com a Globo, além de presunçosa e temerosa, pune, também, o torcedor. Em todo o Brasil. Mas cedo ou mais tarde os sábios dirigentes do Mengão terão que recuar na colossal asneira. Como se fosse pouco, para quem gosta de bons espetáculos de futebol, ter que recorrer a canais do Youtube.

A emoção não é a mesma. Nunca será. Outro agravante, com estádios vazios, por causa da pandemia do coronavírus. Há quem diga e defenda que é uma temeridade reiniciar campeonatos nesta quadra perigosa. Arrisca-se a vida sem necessidade.

Destempero inaceitável do falso mito, ao afirmar que usar máscara é “coisa de veado”

Gilmar Fraga: grande timoneiro | GaúchaZH

Charge do Gilmar Fraga (GaúchaZH)

Vicente Limongi Netto

Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo (dia 8), o presidente Jair Bolsonaro disse para visitantes na portaria do Palácio da Alvorada que a máscara “é coisa de veado”.  Patética, torpe, destemperada, leviana, infeliz, estúpida, despudorada e covarde declaração que envergonha o Brasil e os brasileiros.

O uso da máscara é exortação pela vida. A máscara tornou-se a pregoeira do bem. A voz dos anjos. Preserva o futuro.   Portadora do carinho.  O porto seguro do belo. A máscara embala bons fluídos. Amedronta o desespero. Protege gerações. É o acalanto do sorriso. Melodia do coração.  A segurança da boa energia.

LUTA CONTRA O PAVOR – Aliada poderosa e indispensável no combate ao coronavírus. Suas cores e tamanhos variados significam a luta contra o pavor. A máscara tem o aconchego da esperança. O dom da transformação. Pedaços de ternura. O elástico é o condutor de emoções.

A máscara transforma a ansiedade em bons ventos. É a fada do beijo. A fiel escudeira dos enamorados. Repele o pessimismo. Suspira fé revigorada. As 7 letras da máscara anunciam a vitória do amor. Sob o comando de Deus.

SERPENTES EXÓTICAS – Endosso e atenderei a interessante sugestão do atento e eficiente jornalista Carlos Alexandre de Souza, no Correio Braziliense (dia 10, coluna Brasília-DF) para dar nomes às 17 serpentes exóticas e venenosas, trazidas ilegalmente para Brasilia.

Sugiro chamá-las de Jair, Flávio, Eduardo, Carlos, Kfouri, Queiróz, Abraham, Bia, Sara, Zambelli, Galvão, Frederick, Tércio, Otoni, Nunes, Hang e Osvaldo.

Abandonada pela família, a avó de Michelle Bolsonaro é socorrida pelos vizinhos

e perto de ...

Avó de Michelle Bolsonaro mora numa favela de Brasília

Vicente Limongi Netto

Revoltante, triste, vergonhoso, degradante, perturbador e inexplicável é saber que a avó da primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, dona Maria Aparecida Ferreira, de 80 anos, caiu na rua onde mora, com suspeita de coronavírus. Dona Maria não foi socorrida nem levada ao hospital por familiares, como seria o esperado, mas por vizinhos, publicou hoje, dia 2, o Correio Braziliense. A companheira inseparável de dona Maria são duas muletas. “Ela parece que não tem família, fica jogada aqui”, revelou um indignado vizinho. Na última entrevista que deu, dona Maria Aparecida disse que seu maior sonho era visitar a neta, que morou na casa dela durante muitos anos.

Nenhum ser humano, sobretudo idoso, merece passar por tamanho descaso. E me desculpem os mais severos e exigentes. Parece chatice, mas permaneço certo de que não preciso alterar nem vírgulas dos meus textos antigos sobre o clã Bolsonaro. Nessa linha, o que escrevi abaixo é de 23 janeiro de 2019. Não faz sentido trocar alguma coisa.  Os fatos contam tudo. O título é o mesmo.

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ÁGUAS TURVAS PARA O CLÃ BOLSONARO

Bolsonaro está em desvantagem no arranca rabo com a Folha de São Paulo e Grupo Globo. Com juras de amor à democracia e a liberdade de expressão, logo que assumiu o cargo, o presidente mostra que não foi feliz ao afirmar que certos veículos de imprensa não teriam mais vida mansa com verbas polpudas de anúncios do governo.

Piorando as coisas, Bolsonaro, a primeira-dama e os filhos dão entrevistas para todo mundo. Até para o jornalzinho do colégio onde estudaram. Menos, porém, para a Folha de São Paulo e Globo.

NA PÁGINA DE POLÍCIA – Nessa linha, agravando e entornando mais ainda o caldo, surge em cena, em palpos de aranha, o filho e senador eleito Flávio Bolsonaro, para esclarecer contas bancárias reveladas pelo Coaf e vazadas para o Jornal Nacional. Para a Folha e Grupo Globo, já em pé-de-guerra com Bolsonaro, juntou a fome com a vontade de comer. Ambos vão tirando o couro de Flávio Bolsonaro aos pouquinhos, sem dó e piedade.

O senador Flávio se irrita com o noticiário desfavorável. Mas não pode impedir a publicação dos fatos. Folha e Globo, principalmente o Jornal Nacional, se esmeram em exibir novas denúncias, e o mais grave: refutam com vasta munição as explicações do jovem senador carioca. Quanto mais Flávio estrebucha, mais cai na esparrela perigosa do nada esclarecido e do ninguém se convenceu do que o acusado argumenta.

TEMPERATURA MÁXIMA – Os ânimos estão cada vez mais exaltados entre Flávio, Globo e Folha. A esta altura, outros meios de comunicação já engrossaram a pauta. A ordem é demonizar o filho do presidente. Se Bolsonaro, pai, filhos e auxiliares em geral, não querem virar notícias tristes e desagradáveis, que trabalhem para evitar que elas aconteçam.

O fato é que Bolsonaro depois de eleito, errou feio ao olhar torto e ressentido para a imprensa, tida por ele como “inimiga”. Bolsonaro destravou a língua com acidez e gosto de vingança anunciada. Atirou, a meu ver, no próprio pé.

Pode-se não gostar do Grupo Globo e do jornalismo pretensioso com mania de dono da verdade que pratica.  Contudo, é inegável que toda cobertura ou campanha da emissora tem mais repercussão, boa ou ruim, do que todos os outros canais juntos.

FILME REPRISADO – Os mais velhos já viram esse filme. O papai Bolsonaro vai começar a estrilar em defesa da cria. Natural e compreensivo. Será um pena. Perderá o foco do que exortou em Davos, com patriotismo, firmeza e otimismo, a favor de dias melhores para o Brasil e brasileiros. A esta altura do jogo pesado, sem previsão para acabar, quem se delicia, de camarote, são os desafetos e opositores do presidente eleito e consagrado nas urnas como a última chama de esperança para os cansados e sofridos brasileiros.

Queiroz e Flávio Bolsonaro são uns santos, que sofrem perseguição odiosa

Charge do Pataxó (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Com o título de “Flávio e Queiroz são santos”, escrevi pequeno artigo dia 23 de dezembro de 2019, no blog Limongi. De tão oportuna e verdadeira, parece que minha análise foi escrita ontem. Os acertos são porque apenas analiso. Não torço nem distorço.  Os fatos de hoje não admitem que troque nem vírgulas. Eis a íntegra do texto:

Flávio Bolsonaro é a bola da vez.  O senador virou tábua de tiro ao alvo. Ensaiou defesa sem convicção. Não esclareceu nem desmentiu a saraivada de fundamentadas e escabrosas denúncias. O pai tornou-se metade presidente, metade Pilatos. Declarou, em bom tom, que não tem a ver com os problemas do pimpolho. Deixou Flávio no temporal.  Embaixo de trovoadas e enxurradas.

Vai ver que Bolsonaro tem razão. O problema é do otário do eleitor carioca que votou em Flávio. Outros culpados dos problemas cabeludos de Flávio Bolsonaro e notáveis amigos e assessores, são os esfomeados desempregados com filhos para sustentar. São os homens e mulheres morrendo nos postos de saúde e nos hospitais por falta de atendimento médico.

Flávio Bolsonaro e Queiroz são dois santos, injustamente perseguidos pela imprensa. Aguardemos os novos e medonhos capítulos da novela estrelada por rachadinhas. De todos os tipos, gostos e preços. 

GALVÃO BUENO TROPEÇOU – Na bela homenagem pelos 50 anos do tricampeonato, no programa “Bem, Amigos”, segunda-feira, no SporTV, Galvão Bueno tropeçou no vernáculo, chamando de “ranzinza”o genial e eterno Gerson, o “canhotinha de ouro” da memorável conquista.

Durante sua longa e vitoriosa carreira, Gerson carregou o carinhoso apelido de “papagaio”. Atleta falante, perfeccionista, cerebral e dono de forte personalidade. Portanto, nessa linha, Gerson jamais merece ser confundido como “ranzinza”.

Sugiro que Galvão Bueno abra o dicionário na letra “R” e leia: “Ranzinza:  zangado, mau-humorado, ranheta ou rabugento”.  Gerson não se enquadra em nenhuma dessas categorias.  

Queiroz diz ser canceroso, mas exibe uma disposição física de dar inveja a muita gente…

Corona com limãozinho', Cruzeiro rebaixado e broncas da mulher: a ...

Queiroz está tão doente que nem precisa fazer tratamento

Vicente Limongi Netto

Saudoso e carinhoso, Jair Bolsonaro costumava perguntar aos filhos pelo amigo da família: “Como está o Queiroz?”. Mas desta vez foram atordoados auxiliares que informaram: “Queiroz foi preso, presidente!”. O fato remete os brasileiros àquela surreal reunião ministerial de 22 de abril, quando Bolsonaro quase tirou o fígado do então ministro da Justiça, Sergio Moro, exigindo mudanças na Polícia Federal para “proteger minha família e meus amigos”.

Todavia, a Polícia Civil de São Paulo chegou primeiro e levou Fabrício Queiroz em cana. “Anjo” foi o sugestivo nome da operação, que nada tem de divinal.

AMEAÇAS E INSINUAÇÕES -Nessa linha, fica ainda mais tenso o clima político com a prisão de Queiroz diante do pacote de quarta-feira, recheado com novas ameaças e insinuações de Jair Bolsonaro, definidas pelo presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, como “habituais declarações dúbias” do chefe da Nação.

Antes da prisão do assessor e amigo do filho senador, Bolsonaro não se fazia de rogado. Distribuiu lamúrias, em defesa de seus dóceis aliados: “Estão abusando”, “direitos são violados”, “ideias perseguidas” e “liberdade do povo”. Resta saber em qual capítulo o enrolado Fabrício Queiroz se enquadra. Nesse sentido, prossegue o surreal arraial noticioso da famosa companhia de comédia liderada pelo diretor e astro Bolsonaro.

PRISÃO DOMICILIAR – O notável doutor Cappa Preta queria prisão domiciliar para o churrasqueiro Queiroz, alegando que o cervejeiro tem câncer. Mas as imagens contam outra história, mostrando um fagueiro hóspede pronto para assar peixe e tomar uma gelada. Com direito a receber amiguinhas levadas por um irmãozinho do peito. Depois, jogar “peladas” no campinho da mansão. Porque Queiroz não é de ferro e tinha direito a uma vida supimpa, pelos serviços prestados, mas agora o mundo desabou sobre sua cabeça.

Enquanto isso, seu líder, patrão e amigo, senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, cedo ou tarde estará no limbo do Conselho de Ética do Senado. Não escapará. Missão árdua e delicada para o presidente da chamada Câmara Alta, Davi Alcolumbre.

SONHO DE  ALCOLUMBRE  – O roliço senador do DEM não esconde que deseja ser reeleito para o posto. Para mudar a Constituição, precisarádo empurrão da tropa de choque de Bolsonaro. Se é que ele tem uma.  Tipo uma mão lava a outra e as duas… mais um capítulo do descarado cinismo e empulhação.

Caso ainda tenha algum neurônio funcionando, Flávio Bolsonaro renunciará ao mandato. Passo a palavra ao mestre Jorge Béja. E o nefasto ex-ministro da Educação, por sua vez, é prova viva que o crime compensa. Bendita punição, diretor do Banco Mundial. Função já ocupada pelo ex-ministro Pedro Malan, como observou o atilado colunista do Globo, Bernardo Mello Franco. O alucinado e grotesco Weintraub vai ajudar a afundar, ainda mais, a desmoralizada imagem do Brasil no exterior. 

A edição extra do Diário Oficial com a exoneração do imbecil deveria ser incinerada e jogada no lixo da história. Restam, por fim, duas perguntas: porque os(as) maluquetes apoiadores de Bolsonaro colocaram a viola no saco, nas redes sociais? Será que Weintraub pagou a multa de 2 mil reais, por não usar máscara, como determina o decreto do governador de Brasília, Ibaneis Rocha? Claro que não!

Bolsonaro disputa com covid-19 para ver quem ganha o troféu do vírus mais perigoso.

Bolsonaro e o coronavírus

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Vicente Limongi Netto

O falante ministro-general Eduardo Ramos, que chefia a Secretaria de Governo, repudia golpe militar. Mas alerta, como quem sabe o que diz, para a oposição “não esticar a corda”. Trocando em miúdos, o governo namora com um golpe faz tempo. Dependendo de Bolsonaro, o noivado já estaria formalizado e o casamento seria para ontem. Aliás, o presidente adora participar e incentivar movimentos inconstitucionais, favoráveis ao fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro está avançando o sinal nas redes sociais, ao incentivar apoiadores para que extrapolem o limite da civilidade. Com o coronavírus matando brasileiros por minuto, dizimando famílias, Bolsonaro mandou a população invadir postos de saúde e hospitais, para verificar e filmar se o vírus realmente mata com tanta intensidade.

FESTAS E AGLOMERAÇÕES – Ainda de quebra, o presidente da República desmoraliza normas e leis de condomínios, permitindo e incentivando festas, bagunças, bebidas e aglomerações. O chefe da nação parece que só dorme feliz no dia que xinga, ameaça e insulta jornalistas.

O “mito” não sossega o facho.  Segue atropelando o bom senso como caminhão desgovernado. Por ele, o repugnante ministro da Educação trocaria reitores como bem entender. Para o super-homem de plantão no Alvorada, o uso da máscara de proteção contra o coronavírus é uma bobagem atroz. Bolsonaro também despreza esclarecimentos e a importância da Organização Mundial da Saúde. Essa é a tônica da cartilha presidencial.  Só presta quem concorda e acha graça das parlapatices dele.

DISPUTA DO TROFÉU – Mete os pés pelas mãos no trato com os governadores. Manda o Ministério da Saúde esconder e divulgar números da pandemia. A população não pode saber a verdade. Precisa continuar atordoada. Acusou o ex-ministro Luis Mandetta de inventar números.

Na visão do presidente, o comércio já estaria aberto faz tempo. Síntese: Bolsonaro disputa com a covid-19 para ver quem ganha o troféu do vírus mais perigoso.

Depois da pandemia, o mundo certamente vai mudar, para haver mais fratenidade

Caminhoneiro é aplaudido por funcionários de hospital em MT após ...

No mundo inteiro, as equipes médicas enfrentam o rigor da pandemia

Vicente Limongi Netto

O mundo está perplexo. Atônito e indefeso. De cabeça para baixo. Praticamente todos os países foram surpreendidos com o tenebroso coronavírus. Varreram-se da Terra os intocáveis e bravateiros. Os insensíveis ficarão para trás. De alguma forma, toda a humanidade foi atingida. Ainda não se sabe quando o vírus assassino será varrido de nossas vidas. Sabe-se o inevitável: o mundo terá que ser passado a limpo. Colocará no lixo do esquecimento as almas ressentidas e odiosas. 

O planeta conduzirá o renascimento do planeta.  A reformulação será completa. Hábitos serão filtrados. Espíritos serão pacificados. Haverá mais respeito entre as pessoas.   

MAIS PERTO DO AMOR – A arrogância, o egoísmo e a intolerância perderão o sentido. A insensatez dará lugar para a paciência. A solidariedade, tão presente e marcante na atual quadra do vírus, permanecerá com lugar cativo nos corações e ações dos homens de boa vontade.

O ser humano na hora de se reinventar, terá que lutar para expulsar de dentro de si os sintomas do medo, do egoísmo, do pânico e do pessimismo. Precisará encher os pulmões de esperanças.  Corações afoitos seguramente ficarão mais próximos da paz e do amor ao próximo.

Da tristeza e do desespero de haver perdido o emprego, amigos e familiares, nascerá o ciclo da tão sonhada e aguardada fraternidade universal. 

SINAL DOS DEUSES – Nesta sexta-feira, Bolsonaro tropeçou e caiu, perto de uma mangueira. Sinal dos deuses. O chefe da nação precisa despertar do ódio. Da intolerância. Cultivar sentimentos nobres. Que tragam benefícios e esperanças aos brasileiros.

Nesse sentido, é deplorável e patético que chame os jovens contrários a ele e ao governo de “terroristas” e “marginais”. A cada dia, Bolsonaro vai cavando abismos que poderão amargar tristezas e tragédias para ele, para o Brasil e para os brasileiros.

Desrespeito e ameaças às instituições levam o Brasil a uma encruzilhada perigosa

Bolsonaro ignora medidas contra o coronavírus e vai a protesto no ...

Todo domingo, sem máscara e quebrando todas as regras

Vicente Limongi Netto

Presidente Jair Bolsonaro, exijo que vossa excelência respeite Brasília e seu operosos habitantes. Procure dignificar a postura do cargo. Coloque na cabeça que Brasília não é uma cidade desprezível, muito pelo contrário. Já passou da hora do senhor oferecer aos brasileiros exemplos de respeito e civilidade.  Estou cansado de seus destemperos e crescentes manifestações públicas desrespeitando as mínimas normas de preservação da saúde e da vida. 

Caso o senhor queria morrer, paciência. Agindo assim, breve conseguirá.  Mas evite que outras pessoas morram. Suas atitudes são inconsequentes, estapafúrdias, insolentes e inacreditáveis. Digo o mesmo de seus mal-educados “apoiadores”.

CAMINHO ESCURO – Ameaças, insultos e desrespeito às instituições estão levando o Brasil a uma encruzilhada perigosa. Caminho escuro. Espinhoso. Triste e sem volta.  O senhor tem gostos estranhos e patéticos. Jamais será lembrado pela história nem pelos brasileiros acumulando ações nefastas e irresponsáveis que agridem o bom senso.

Permaneço em casa. Empenhado em resguardar minha vida, assim como a vida dos familiares, amigos e vizinhos. Ao contrário de vossa excelência. Que adora transformar a Esplanada dos Ministérios numa colossal baderna. Com faixas antIdemocráticas, covardes e estúpidas. Não voto mais no senhor. Transformei meu voto numa aberração pública.

ELOGIOS DESINTERESSADOS – O procurador-geral Augusto Aras nas nuvens. Envaidecido com declarações públicas de amor do afável Bolsonaro. Elogios desinteressados do educado presidente que Aras guardará no coração. Em 2021, será premiado com uma vaga no STF. É uma promessa do chefe da nação que vale ouro. Aras garante, porém, que não existe nada que o faça perder o equilíbrio, o rigor e a isenção de seus deveres constitucionais.

Nesse sentido, no entender do ministro do Supremo Tribunal Federal e agora, também, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso,  os enfáticos elogios de Bolsonaro podem trazer ao espírito e ao trabalho do procurador Aras “a tentação de agradar”. 

Academia devia eleger Helio Fernandes para a vaga de Murilo Melo Filho

Helio Fernandes - Página inicial | Facebook

Helio Fernandes é o decano dos jornalistas mundiais

Vicente Limongi Netto

Seria magnífico se a Academia Brasileira de Letras elegesse o jornalista Helio Fernandes para a vaga de seu colega Murilo Mello Filho. Decano do jornalismo mundial, lúcido e combativo, escrevendo diariamente no seu blog e caminhando dignamente para os 100 anos de idade, Helio Fernandes com toda certeza engrandeceria a ABL.

Seu jornal, “Tribuna da Imprensa”, foi o único do país a sofrer censura permanente durante 10 anos seguidos, de 1968 (Ato Institucional nº 5) e 1978. Sua indenização até hoje não foi paga. O processo já tem quase 40 anos e está no Superior Tribunal de Justiça, em fase de execução.

Gratidão eterna a esses anjos uniformizados e coloridos que zelam por nossas vidas nesta pandemia

Brasil tem 14 mil pacientes recuperados da covid-19, diz Saúde | Exame

No fim da jornada, esses anjos serão eternamente lembrados e homenageados

Vicente Limongi Netto

Anjos uniformizados e coloridos zelam por vidas. Sentinelas com olhos e mãos esperançosas. Astros e estrelas anônimos arriscando a própria vida para alegrar corações. Alimentando a fé. Entrelaçam sentimentos e emoções.

São profissionais de várias categorias, dedicados, ajudando vítimas do vírus da pandemia na penosa caminhada de volta ao porto seguro da normalidade.

GRATIDÃO ETERNA – Médicos, enfermeiros, sanitaristas, vigilantes sanitários, nutricionistas, bombeiros, policiais militares, seguranças, motoristas, socorristas e jornalistas, entre outros, agrupando otimismo e amor.

No fim da jornada serão eternamente lembrados e homenageados com respeito e dignidade pelas almas do bem e pelos deuses da gratidão e da solidariedade.

Quem sabe a chegada da netinha possa amaciar o coração de Jair Bolsonaro…

Extremamente irritado, Bolsonaro faz live ao vivo e detona rede ...

Jair Bolsonaro compra briga com todo mundo e até com ele mesmo

Vicente Limongi Netto

Olá, vovô Jair. Sua neta está chegando para adoçar seu coração. Você anda muito nervoso. Com a língua sem freios. Parece fio descampado. De onde venho, tudo ao redor é belo. Tem estrelas, borboletas e anjos cantando. Aqui também tem vidas que precisam ser preservadas. Pessoas morrendo e você se esbaldando de jet-sky. Menos, vovô. 

O brasileiro é bom.  Alegre. Não perde a fé. Muitos deles estão se queixando de suas atitudes. Fiquei sabendo que você é a maior autoridade do Brasil. Legal.

AMACIAR O GÊNIO – Meu vovô é famoso. Minhas fraldas vão se encher de orgulho. Chegarei para colocar ordem no seu cotidiano. Amaciar seu gênio explosivo e autoritário. Fala muito. Ofende e despeja tolices. Pare com a mania de querer intimidar as instituições. Vovô, não se bate nas pessoas nem com uma flor. Seja mais tolerante. 

Durma e acorde com a Constituição. Aceite críticas. Alivie a alma fazendo o bem. Estarei por perto para alegar seus olhos. Tratei máscaras para você. Feitas pelos deuses do bom senso e da paciência. Dê bons exemplos. Usando-as. Como chefe da nação, você precisa conduzir o povo com ações de fé e altivez.

Menos grosseria, vovô. Mais generosidade. Mais amor, menos desamor. Caso contrário sua longa caminhada até 2022 permanecerá espinhosa.  Respiremos juntos, vovô. Ventos da boa energia. Te amo, vovô Jair.

 

Agressivo e irresponsável, Bolsonaro envergonha os brasileiros ao olhos do mundo

Cimi: Bolsonaro, respeite os povos indígenas e a Constituição ...

Visivelmente, Jair Bolsonaro não tem equilíbrio para ser presidente

Vicente Limongi Netto

Vigilância redobrada. Hoje ficamos atrás apenas dos EUA, em número de mortes em um  dia! Apavorante! E prossegue o patético e melancólico rosário de sandices de Bolsonaro, que vai dar um churrasco no domingo, com jogo de futebol para 30 convidados, como se as mortes dos brasileiros nada significassem para eles.

Deveria patentear tanta estupidez. Sérgio Porto, com o glorioso  personagem Stanislaw Ponte Preta ganharia fortunas, com novas edições do inigualável “Festival de Besteira que Assola o País”.

ZOMBA DOS CIENTISTAS – O “mito” é destemperado. Faz questão de zombar da ciência e dos médicos que recomendam usar a máscara. Faz tudo errado. A máscara sofre nas mãos dele. Tira.  Coloca. Coça o rosto. Põe no queixo.  Tira fotos. Abraça “apoiadores”.

Tudo leva a crer que deseja preservar eleições e não vidas. Xinga a tudo e a todos. Acorda com raiva do mundo, chutando o pé  da cama. Ansioso para sair do carro e disparar o monte de tolices diárias para os jornalistas na entrada do Alvorada.

Manda o repórter calar a boca. Grosseiro, vocifera e ameaça quem tem a audácia de discordar dele. Mete os pés pelas mãos.

DONO DO MUNDO – Enfiou na cabeça que é o dono do mundo.  Inclusive das Forças Armadas e da Constituição. Inacreditável. A medonha e grotesca romaria de Bolsonaro ao STF insultou o bom senso. Tremeu de vergonha a estátua da Justiça na entrada da Suprema Corte. Emporcalhou os ladrilhos da Praça dos 3 Poderes. Sobraram para o sabido chefe da nação lições de cidadania, serenidade, educação e democracia do presidente da Suprema Corte, Dias Toffoli.

O churrasco no Alvorada é mais uma etapa da estapafúrdia caminhada de Bolsonaro com destino ao porto da irresponsabilidade. Achincalhando o Brasil e os brasileiros aos olhos do mundo.

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P.S. – Recordo que em artigo publicado aqui na “Tribuna da Internet, na segunda-feira, dia 4, antevi/antecipei essa vergonha nacional: “Não demora, marcará “pelada” com seguidores e áulicos no campo do Alvorada. Com  direito a torcida dos apoiadores”. Não deu outra. De leve, como diria Ibrahim Sued.

Bolsonaro exibe irresponsabilidade, ao sair na rua com a filha, sem usarem máscaras

Ato pró-Bolsonaro reúne multidão em frente ao Palácio do Planalto ...

Acompanhando Bolsonaro. apenas um dos seguranças usava máscara

Vicente Limongi Netto

Diante do pavor da pandemia, usar máscara é gesto inteligente. De bom senso. Deve-se punir, sim, com rigor, quem insiste em não usar e se mistura com os outros. Quer morrer, que morra sozinho. Não contamine os demais, sobretudo as crianças. Bolsonaro não é santo. Não somos. Santos estão nas igrejas e no céu.

Por ser intolerante e vítima de maluco assassino, Bolsonaro não tem o direito de ser destemperado nem grosseiro. Muito menos de insultar as instituições.

ESCALADA DA INSENSATEZ – Impecável manchete do Correio Braziliense, “Escalada da insensatez”, nesta segunda-feira.  Alegar, bater no peito que cumpre a Constituição, não é monopólio do presidente da República. É obrigação. Derreter-se em lamúrias, alegando trabalhar com denodo pelo país, também é dever de todo chefe da nação. Não faz nenhum favor. Igualmente deplorável debochar, xingar e ameaçar desafetos.

O erro faz parte das deficiências do ser humano. Insistir neles é asnice, ignorância e má-fé. O clamor do mundo, dos médicos, cientistas e das pessoas que contraíram o vírus, mas que se curaram, é no sentido de preservar vidas. De ficar em casa, evitando mais mortes.

CHEGA DE IRRESPONSABILIDADE – Nessa linha, então, Bolsonaro deveria se render as evidências. Deixar de exortar e participar de irresponsáveis aglomerações, inclusive levando a filhinha Laura. Não demora, marcará “pelada” com seguranças e áulicos no campo do Alvorada. Com direito a torcida dos “apoiadores”. 

É dever dos cidadãos alertar, criticar e elogiar gestos de grandeza do presidente. Pisando na bola, como tem feito com espantosa insistência, deve ser duramente criticado pela imprensa e pela população.

Pintar Bolsonaro como coitadinho, mito e vítima, é pavoroso e raso argumento. Não tem postura de chefe de governo. Não consegue se conter e sai dando coices. Precisa, pelo menos, usar máscara, nos frequentes delírios de dono da Constituição.

Doce e civilizado, Carluxo aguarda ser chamado para depor na CPMI das fake news

Iotti: quando o pai está fora... | GaúchaZH

Charge do Iotti (Zero Hora)

Vicente Limongi Netto   

O presidente Jair Bolsonaro não esconde a preocupação diante da possibilidade do filho Carlos, o Zero Dois, vir a ser chamado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das Fake News. É um rastilho de pólvora a caminho do Congresso. Mídias pautadas e brasileiros atentos, à espera do espetáculo grandioso.  Mas creio que não procede a aflição do zeloso pai.

Deputados e senadores não costumam ser grosseiros. Portanto, não deixarão o sangue subir pelas ventas. De toda forma, não custa nada tirar as crianças da sala. Mesmo porque Bolsonaro é homem sem arestas e sem inimigos. Embora acorde brigando com a própria sombra.

UMA FLOR DE PESSOA – Carluxo, como é conhecido o sereno filho Zero Dois, é considerado uma flor de pessoa no Planalto. Um gentleman. Nada consegue tirá-lo do sério. Famoso pelos tuítes educados e civilizados.

Responde a tudo com candura e notável espírito público. Odeia palavrões e intrigas. É doce e puro em intenções. Na CPMI, não terá dificuldades em desmentir que seja o criador do “gabinete do ódio”. Pura fofoca dos desafetos do pai. 

Carluxo é vereador no Rio de Janeiro, mas prefere os ares do cerrado. Vai ficando. Se o pai for reeleito, tem planos de trocar o Rio pela Câmara Federal. A família é forte. Da pesada.

MUITO ADMIRADO – Dentro do Palácio do Planalto todos apreciam os pitacos de Carluxo. Sobretudo os disciplinados militares. Adoram o Zero Dois. É o filho que não tiveram. Mantém com o amado Carluxo uma total cordialidade. 

O filho vereador pretende ficar mais tempo em Brasília. Porém, na condição de gato escaldado com medo de água fria, pedirá a Bolsonaro que decida pela volta do aquecimento da piscina do Alvorada, porque o pai se enganou, é energia solar, pará-lo não economiza nada,

E também vai pedir o retorno da comida farta e variada, que o paizão, de dieta, mandou cancelar. O momento é de apertar os cintos em benefício do país. Mas todos sabem o que os pais não fazem pelos filhos…

No aniversário de Brasília, é bom lembrar como Juscelino resolveu fundar a UnB

Nossa história: obra do escritor mineiro Cyro dos Anjos será ...

Cyro dos Anjos convidou Darcy para ser o primeiro reitor

Vicente Limongi Netto

Bela, jovial e acolhedora Brasília. Aplaudo teus 60 anos, mas não se deixe enganar. Quem fundou a Universidade de Brasília (UnB) foi o presidente Juscelino Kubitschek. É rigorosamente falso atribuir a Darcy Ribeiro a iniciativa da criação. Não tem amparo nos fatos. Darcy foi o primeiro reitor, mas foi Juscelino Kubitschek quem determinou todas as providências para criá-la, incumbindo o ministro da Educação, Clóvis Salgado, que as levou a bom termo.

Quem se interessar por detalhes, evitando propagar desinformações e sandices, pode consultar, na Biblioteca Central da UnB, além do depoimento de Cyro dos Anjos, ex-secretário particular de JK, também os relatos do ministro Clóvis Salgado e de historiadores da Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG), com perto de 10 horas de gravações que integram o projeto “História Viva”, daquela universidade.

MAIS ALGUNS FATOS – Destaco mais alguns fatos, que alguns pretendem negar.  O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Victor Nunes Leal, havia pedido demissão da chefia da Casa Civil de Juscelino. Sabia que o presidente queria a sua volta.

Chamado por JK para um encontro, passou antes pelo escritório do também ministro aposentado da Suprema Corte, Osvaldo Trigueiro, que depois confirmou essa história, relatando a preocupação de Victor Nunes Leal, que temia receber um convite irrecusável de Juscelino. Trigueiro aconselhou Leal a começar a conversa sugerindo a JK a criação de uma universidade em Brasília, para desviar o assunto.

Como o presidente, de início, não aceitou a ideia, Leal lembrou-lhe que o epitáfio escolhido por Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos, e que consta da sua sepultura em Montebello, diz o seguinte: “Aqui jaz Thomas Jefferson, autor da declaração da independência americana, do estatuto da liberdade religiosa na Virgínia e pai da universidade de Virginia”, sem mencionar ter sido presidente dos EUA.

DECISÃO RÁPIDA – JK chamou Ciro dos Anjos e pediu-lhe que confirmasse a informação. E o escritor conseguiu fazê-lo com facilidade, ao consultar a Enciclopédia Britânica. O presidente, no mesmo instante, atribuiu a Ciro dos Anjos a incumbência de elaborar os atos de criação da UnB, cujo marco inicial foi o radiograma de JK ao ministro da Educação, Clóvis Salgado, datado de 2 de abril de 1960:

Ministro Clóvis Salgado, a fim completar programa cultural nova capital não posso deixar de fundar a Universidade de Brasília portanto peço estudar plano e redigir mensagem a ser enviada ao Congresso tendo em vista desse objetivo pt precisamos porém criar universidade em moldes rigorosamente modernos pt gostaria remeter mensagem Congresso dia 21 abril ptsdsJK“.

O radiograma de JK coroou os esforços de seu ministro da Educação, Clóvis Salgado, de todos conhecidos e relevados no relatório quinquenal do MEC apresentado a JK em 31 de dezembro de 1960, em cujas páginas de números 286 a 295, no capítulo Universidade de Brasilia, estão todos os procedimentos que nortearam a criação da UnB estabelecidos pela comissão nomeada por Clóvis Salgado.

QUEM PARTICIPOU – A comissão era integrada, nessa ordem, pelo reitor da Universidade do Brasil, Pedro Calmon; pelo presidente do Conselho Nacional de Pesquisas, João Cristovão Cardoso; pelo Diretor do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, Anisio Teixeira; pelo presidente da Comissão Supervisora dos Planos dos Institutos, Ernesto Luis de Oliveira Junior; pelo coordenador da Divisão de Estudos e Pesquisas Sociais do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, Darcy Ribeiro; e pelo diretor de Programas da Comissão de Aperfeiçoamento de Pesquisas de Nível Superior, Almir de Castro.

Cyro dos Anjos, nascido na cidade de Darcy Ribeiro (Montes Claros, Minas Gerais), incluiu o conterrâneo na comissão e sugeriu o nome dele para reitor quando não havia candidato a esse cargo e a UnB só existia no papel. Foi assim que aconteceu.