De ‘vacinado’ a ‘centrado’, Flávio Bolsonaro tenta se descolar do radicalismo da família

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  1. Rixa entre Micheque e Rachadinha: Maquiador ‘chuta o balde’

    Michelle não se conforma em ter sido preterida pelo pai de Flávio

    A maior ameaça à candidatura de Flávio a presidente da República está mais perto dele do que pode parecer. Trata-se da resistência disfarçada ou explícita ao seu nome de pessoas com livre acesso aos ouvidos do pai dele.

    Ocorre que Michelle, e os que a cercam mais de perto, não se conformam de ela ter sido preterida em favor de Flávio. E quando não é Michelle que critica diretamente a escolha do enteado, é alguém a ela ligado, ouvinte privilegiado de suas confidências.

    Aconteceu no último fim de semana. O maquiador Agustin Fernandez, amigo de longa data de Michelle, afirmou em entrevista ao canal Iron Studios que Flávio não consegue dialogar com as classes mais baixas e previu dificuldades eleitorais para ele:

    “O estereótipo do Flávio é o que a direita já teve e, por conta disso, nunca chegou à Presidência. Porque esse perfil é polido, engessado, sem um fio de cabelo fora do lugar. Ele não se conecta com a empregada doméstica, nem com o vendedor ambulante.

    [Michelle] é a única que consegue herdar 100% do capital político de Bolsonaro. Se eles não têm essa estratégia, esse discernimento, o ego e a vaidade são maiores que a própria causa, então a gente tem que se foder com mais um mandato do Lula”.

    Agustin também disse que não pretende apoiar a pré-candidatura de Flávio:

    “Não vou me incomodar fazendo vídeo, e perder meu tempo sabendo que a gente vai sofrer uma puta derrota. Pois o Lula tem o Judiciário, tem a mídia, tem bala na agulha, a máquina e ainda tem carisma e ele consegue chegar em todo mundo”.

    Agustin ainda afirmou que a atitude de Flávio foi “deplorável” ao anunciar a pré-candidatura enquanto o pai estava internado para realizar uma cirurgia de hérnia inguinal:

    “Bolsonaro, internado, vai passar por uma cirurgia de alto risco. E aí eu pego uma carta, tipo um testamento, e eu leio isso para imprensa na porta do hospital. Isso para mim é uma das situações mais deploráveis que o ser humano pode passar”.

    Vá tentar convencer Flávio que o maquiador não falou por encomenda de Michelle. E se não foi por encomenda, que ele não se limitou a repetir o que Michelle costuma lhe dizer.

    Antes da leitura por Flávio da carta-testamento de Bolsonaro, era Michelle que ganhava destaque como estrela ascendente da família. Se abençoada pelo marido, concorreria à Presidência. Ou então poderia ser vice na chapa de Tarcísio.

    Com Flávio candidato, sobrou para ela disputar uma cadeira no Senado pelo DF. Não o bastante para satisfazer Michelle. Nem para Valdemar, presidente do PL, ‘admirador’ confesso dela.

    Fonte: Metrópoles, Política, Opinião, 20/04/2026 05:30 Por Ricardo Noblat

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