Na Europa, Lula fala em “extremismo vivo” no Brasil e entra de vez no tom eleitoral

Lula citou em discurso condenação de Bolsonaro e generais

Jeniffer Gularte
O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos generais quatro estelas pela trama golpista ao discursar neste sábado na Espanha. Em tom eleitoral, o petista afirmou que o “extremismo no Brasil não acabou” e vai disputar a corrida presidencial neste ano:

— No meu Brasil nós acabamos de derrotar o extremismo, temos um ex-presidente preso condenado a 27 anos de cadeia, temos quatro generais quatro estrela presos porque tentaram dar o golpe, mas o extremismo não acabou, ele continua vivo e vai disputar eleição outra vez, mas esse é um problema nosso, do povo brasileiro, esse a gente lida com as nossas forças e as nossas armas — disse Lula em Barcelona, durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre.

CRÍTICAS – Lula não mencionou nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas fez críticas diretas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O petista condenou a postura do líder americano em relação a guerra do oriente médio e suas ameaças de novos conflitos pelas redes sociais.

“Não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia a noite com um Twitter de um presidente da república ameaçando o mundo, fazendo guerra. Todos eles tomam decisão sem consultar a ONU, da qual eles são membros e fazem parte do conselho”, afirmou.

Lula também criticou os reflexos econômicos no conflito na economia interna dos países. No Brasil, há repercussão no preço dos combustíveis e no alta do preço dos alimentos: “A ONU não pode ficar silenciosa e ver o que está acontecendo no mundo. O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar a irresponsabilidade de guerras que ninguém quer. O mundo não está precisando de guerras”.

REGULAÇÃO DAS MÍDIAS – O presidente também defendeu a regulação das mídias sociais, citou que “controlar as plataformas digitais, impor regras democráticas, é uma questão mundial” e apontou que a Organização das Nações Unidas (ONU) poderia ter papel importante nesse processo:

“A ONU é um instrumento valioso, se ela funcionar, e precisa funcionar para garantir que as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro. Não pode um presidente da república interferir na eleição de outro, pedir voto para outro, cadê a soberania eleitoral? Cadê a soberania territorial?”, questionou.

5 thoughts on “Na Europa, Lula fala em “extremismo vivo” no Brasil e entra de vez no tom eleitoral

  1. Flávio (48,1%) atropela Lula (40,3%) no 2º turno em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

    Rachadinha também já ganha do petista em um eventual cenário de 1º turno, no Estado.

    Paraná Pesquisas

    Barba já era: “fecha a conta e passa a régua”.

  2. Sinal vermelho

    Crime organizado avança na administração pública. Rio é a melhor tradução da liquefação política.

    Revista Veja, Política | 17 abr 2026, 06h00 Por José Casado

  3. O Brasil Endividado

    Novo plano populista de Lula não enfrenta causas reais do problema

    Em mais um capítulo da série de políticas eleitoreiras da campanha à reeleição, presidente mira as famílias que não conseguem pagar suas contas – uma crise que afeta milhões de pessoas

    (…)

    Fonte: Revista Veja, Economia, Capa, 17 abr 2026, 09h54 Por Felipe Erlich

  4. Diarreia CleptoCerebral ao Extremo. Triste e Vergonhosa Nação que tem uma figura medíocre dessas como Presidente, isso é o pior do ruim, excesso de nada !

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *