Economistas nos holofotes do futebol

Já estava há dias para comentar a invasão de economistas no esporte, principalmente no mais popular de todos, paixão nacional.

Carlos Langoni, que foi poderoso na ditadura, atravessou em liberdade, e mais prestigiado do que nunca, “encaminha” o dinheiro da CBF.

Belluzzo não tinha idade na ditadura. Conheci Belluzzo em 1987, em Cuba, num extraordinário debate sobre “divida externa”, com Fidel Castro na mesa. Fui com o direito de falar e falei, Belluzzo era só convidado.

(O ainda não presidente Lula presente, mas sem discursos, quem discursou foi Luiz Carlos Prestes).

O problema é que a visibilidade do futebol pode atrair gente como Maílson da Nóbrega e outros menos votados. (Exclusiva)

Ao contrário do futebol, a Bolsa está longe ser “caixa de surpresa”

Quando postei a primeira nota às 13 horas, com 1 bilhão e 400 milhões, afirmei que ficaria na “fronteira” dos 4 bilhões. Chegou a esse total e não passou. Minha conclusão se baseava no seguinte: só existem jogadores, os investidores estão longe. Há pouco dinheiro.

Com 3 horas de pregão, a alta estava em 0,65%, 56 mil 567 pontos. 4 horas depois, acaba em 56 mil 830 pontos, mais 0,89%. Os amestrados badalam: “Houve uma grande recuperação”. Ha! Ha! Ha!

As alterações do dólar, essas produzem efeitos, negativos ou positivos. Hoje, funcionou o tempo todo em alta. Chegou a 1,85 em mais 1,65%, no fechamento estava em 1,84 bem alto, mais 1,37%.

Por que Brasil-Estônia? Lógico, a fome do patrocinador

Mas que 45 minutos iniciais

O Brasil tinha a obrigação de golear a não existente esportivamente (e não só nesse aspecto) seleção lá de longe. Mas só foi fazer o primeiro gol aos 43 minutos, na segunda vez que Luiz Fabiano “via” a bola. A primeira, aos 25 minutos, quando sozinho, cabeceou para fora.

É lógico, no segundo tempo o Brasil aumentará o placar. Nem digam que os jogadores não se interessaram: Lucio levou um cartão, num carrinho execrável.

Em matéria de futebol, a Estônia jamais participa da Copa do Mundo. Na sua chave, está em último e ficará em último. Como país, na escola pública (a do passado e não a de hoje) a gente aprendia que “lá em cima existem três países, Estônia, Letônia e Lituânia”. E mais nada.

Segundo tempo ainda mais decepcionante que o primeiro

Frustração para os brasileiros, surpresa para o repórter. Disse no comentário anterior que certamente o Brasil golearia no segundo tempo. Nada disso. Não culpem as substituições, os que entraram (como Elano e Daniel Alves), são titulares. Julio Batista disputa a posição com Luiz Fabiano.

Perguntinha inútil, ingênua e inócua: então AMISTOSO é isso, não fazer gol ou então fazer por acaso?

Pois na verdade, o arbitro aplicou vários cartões e logicamente não por “bom comportamento”.

O jogo não terminou, perdão, acabou com o gol do primeiro tempo, e com um vergonhoso mergulho de Nilmar, nos últimos segundos, querendo pênalti. Que amistoso.

Milton Campos, senador

O brilhante e bravo advogado José Carlos Werneck mandou carta (publicada) sobre o grande representante de Minas. Deputado à Constituinte de 1946, em 1947 foi eleito governador. Renunciou na Câmara assim que foi diplomado, não esperou a posse.

Motivo: Afonso Arinos de Mello Franco não se elegeu, ficou segundo suplente na Câmara. Renunciando, Milton abriu uma vaga na bancada mineira. Convocou Magalhães Pinto para Secretário de Finanças, ele aceitou e também saiu imediatamente para que Afonso Arinos entrasse.

Gestos que hoje não se repetem. Afonso Arinos foi das grandes figuras do seu tempo, também duas vezes senador, DA REPÚBLICA, como gostam de apregoar alguns suplentes. Os eleitos, são todos DA REPÚBLICA, redundância juntar as duas palavras. (Exclusiva)

Só para mostrar que a Bolsa, nada a ver com crise econômica

Meio-dia e 15, movimento de ações mal chegou a 1 bilhão. E querem impingir à opinião pública (rádios, jornais, televisões, internet, quase todos do “sistema”) que quando as ações sobem (ou “sobem”) é sinônimo de recuperação do mundo, quando caem, “realização de lucros”.

Os diversos governos, principalmente EUA e UE (União Européia), deram TRILHÕES para os que provocaram a crise, querem dizer que as coisas se esclarecem com a jogatina de 1 BILHÃO.

A esta hora: Ibovespa em 56.140 pontos, mais 0,60%.

Dólar: 1,83 baixo, menos 0,82%. Faltam quase 5 horas, depende do “acordo” dos jogadores.

Edir Macedo, indiciado e desmoralizado (MAIS AINDA?) precisa mostrar à Justiça que tem mesmo ligações com Jesus

Há muito tempo que o país se estarrecia com as assombrosas demonstrações de riqueza de Edir Macedo. (E não apenas dele, reconheçamos).

Já escrevi muito sobre esse assunto e a forma como alguns “arrancam” (a palavra é essa) dinheiro “vendendo a intimidade que apregoam com Jesus”.

Edir Macedo me processou três vezes. Perdeu duas, abandonou outra. Fez campanhas contra a Folha, pedindo aos fiéis que processassem o jornal, nos mais diversos lugares, intimidando (ou tentando intimidar) o jornal. Não ganhou uma só das ações. (Exclusiva)

Edir Macedo e o dinheiro sujo

Tenho que reconhecer com total isenção. Processar o “bispo” por lavagem de dinheiro é exagero e falta de consistência. Acontece que o dinheiro que chega ao proprietário da Igreja Universal é tão contaminado e sujo, que precisa de boa “lavagem”.

Mas homem responsável e compenetrado que é, Edir Macedo lavava o “dinheiro no exterior, onde estão as melhores lavanderias”. Além do mais, o dinheiro VOLTAVA para o Brasil exatamente como aquele produto que diz que lava MAIS BRANCO. É o Edir Macedo. (Exclusiva)

Itamar com o repórter

Logo depois (leia o post abaixo), o ex-presidente conversou abertamente, temos uma amizade e um relacionamento de décadas. Perguntei se era candidato em 2010, disse sem reservas: “Provavelmente disputarei algum cargo, só não sei qual. Ainda é cedo, entrei no PPS, resolveremos isso mais tarde”. Perfeito.

O VETO vergonhoso de 2006

Itamar era candidato ao Senado em 2006. Senador pelo MDB em 1974, foi o único reeleito 8 anos depois, pelo mesmo partido, só que com o pluripartidarismo passou a ser PMDB.

Dentro desse PMDB, perdeu a indicação por 1 voto para o corruptíssimo Newton Cardoso. Agora, tem acordo político e de amizade com o ex-prefeito Fernando Pimentel. Itamar é assim, podem até discordar dele em alguns casos, mas em matéria de RECURSOS PÚBLICOS, “UM CIDADÃO ACIMA DE SUSPEITA”, como no grande filme de Elio Petri.

Itamar, ex-presidente, Aécio e Serra, que pretendem o mesmo cargo, estiveram juntos

Os governadores José Serra e Aécio Neves, e o ex-presidente Itamar Franco, vieram ao Rio na sexta-feira para a convenção nacional do PPS, no Hotel Guanabara, no Centro do Rio. Fernando Gabeira, provável candidato ao Senado pelo RJ, também presente.

O encontro serviu para mostrar o esboço da frente de oposição ao governo Lula e o apoio aos candidatos do PSDB contra a ministra Dilma Rousseff. Serra, Aécio e Itamar discursaram. Itamar afirmou que apoiará tanto Serra quanto Aécio, dependendo do nome escolhido pelo PSDB. Pessoalmente prefere o candidato Aécio Neves.

Dona Dilma desmente o desmentido

E  confessa o encontro com Dona Lina

Este repórter foi o primeiro a garantir que Dona Dilma (poderosa Chefe da Casa Civil) teve a famosa CONVERSA com a Dona Lina, então também poderosa secretária da Receita Federal. E perguntei, com rigorosa simplicidade: “Qual o interesse da secretaria da Receita revelar o ENCONTRO? Dona Dilma é que tinha todas as razões para escondê-lo.”

Ontem, Dona Lina deu nova entrevista, confirmou tudo.

Cercada, encurralada, desesperada (por ser poderosa e contestada?), Dona Dilma mudou de tática e estratégia, resolveu usar a fórmula da falsificação do currículo, entrou no caminho da “menas” verdade.

Examinem os fatos.

1 – Loucura total e incompreensível. Dona Dilma agora já admite o ENCONTRO com Dona Lina. 2 – Com uma ressalva: nega que tenha negado o encontro e nega que tenha dito o que Dona Lina diz que ela disse. (Ah! Sérgio Porto ou Stanislaw Ponte Preta, você jamais sonhou em chegar ao Planalto-Alvorada).

3 – Fica então a pergunta que coloquei anteontem antes de Dona Lina “confirmar a confirmação” e de Dona Dilma “negar a negativa”. Uma delas está zombando do Acordo Ortográfico.

4 – Se não foi para fazer um pedido (ou dar uma ordem à secretaria) para que Dona Dilma mandou chamá-la à sua presença “onipotente, onipresente e onisciente”?

5 – Se as duas são funcionárias públicas (embora mais poderosas do que as outras) por que se ENCONTRAREM SECRETAMENTE?

6 – A Receita não é subordinada à Casa Civil. É possível então que Dona Dilma cumpria ordens de alguém acima dela? Que se saiba para dar ordens a ela, só o presidente Lula. Quando ela fala pode ser apenas porta-voz.

7 – Então a conclusão que é mais uma pergunta, insólita mas já confirmada antecipadamente: por que (ou a mando de quem?) Dona Dilma chamou a Secretaria da Receita Federal ao bunker da Casa Civil?

8 – Para não dizer que falei de flores. Hoje, ás 15:30 (no momento, são 10:30), Lula terá um ENCONTRO (novamente a palavra) com o carreirista-aventureiro-desprezível ex-presidente Zelaya.

9 – Haverá mesmo? Zelaya está no Brasil. Lógico, como está na moda política de Brasília, restam 5 horas, podem negar o ENCONTRO.

10 – Lula com Zelaya e Dona Dilma é desperdício de popularidade. Por que não CHAMAM Chavez e Uribe, os dois querem a mesma coisa que o presidente do Brasil.

Lula e seu vice, símbolo, mas doentíssimo

A Constituinte de 1946 definiu a sucessão presidencial em casos inesperados. Antes, o preenchimento dos cargos era equivocado e até redundante. No impedimento do presidente (até mesmo por viagens) assumia o vice. Este não podendo assumir, o cargo passava para o presidente do Senado e a seguir para o da Câmara.

Havia reclamação e confusão, porque o vice da República presidia o Senado (com direito a voz mas não a voto) e tendo que entregar o cargo, quem o recebia, o próprio presidente do Senado. Era muito Senado, se fosse hoje nenhum senador teria condição de assumir, muitos não por desgaste pessoal mas por desmoralização da instituição.

Fizeram então a regulamentação definitiva. Em qualquer impedimento assumia o vice depois o presidente da Câmara, a seguir então o presidente do Senado. Antes e depois dessa decisão, em 4º lugar, o Presidente do Supremo. Na ordem, bem explicada. 1 – Vice-Presidente. 2 – Presidente da Câmara. 3 – Presidente do Senado. 4 – Presidente do Supremo.

A idéia foi muito bem recebida, e não apenas no Brasil. Em 1952, o Congresso dos EUA, adotou a mesma forma, e na emenda número 24, trocou a precedência do Senado pela Câmara. E a desconfiança, lá como aqui, atingia até o vice.

Quando sofreu um atentado (mais grave do que se noticiou na época), o presidente Ronald Reagan teve que ser operado. Não passou o cargo ao vice, Bush pai. Quando já ia para a sala de cirurgia, chegou o procurador geral da República, que disse: “Presidente, como o senhor vai sofrer anestesia geral, tem que passar o cargo para o vice”.

Bush estava do lado esperando, Reagan não teve nenhuma dúvida, perguntou aos médicos: “Posso ser operado sem anestesia geral?” Os quatro médicos pediram 15 minutos, voltaram com a decisão: “O senhor será operado sem anestesia geral”. Bush foi embora furioso.

A desconfiança em relação ao vice tem toda a razão de ser. Na nossa História quase metade dos vices assumiram, às vezes por muito tempo.

O primeiro vice a assumir foi Floriano, em 1891. Em 23 de novembro derrubou Deodoro (que havia instalado a ditadura no dia 8 do mesmo mês), ficou no seu lugar, tinha que fazer eleição, não fez, se manteve no cargo.

Em 1894 (pouco depois), Prudente assumiu com um vice da Bahia, Manuel Vitorino. (Naquela época, o presidente era de São Paulo ou de Minas, e o vice de outro estado sem tanta projeção. O que impedia Pedro Simon de ser vice de Collor. Este, de um estado pequeno em votos, tinha que ter um vice de Minas, já que em São Paulo, todos eram presidenciáveis. Outro dia contarei essa historia, que pelo visto nem o próprio Pedro Simon conhece).

Em 1896, Prudente teve que ser operado, estava muito doente. Passou o cargo a Manuel Vitorino, que revolucionou (no mau sentido) a permanência na presidência. Sem saber quanto tempo Prudente ficaria no hospital, trocou todos os Ministros, nomeou os seus.

E praticou um ato inacreditável: como vice em exercício, sem autorização de ninguém, MUDOU A SEDE DO GOVERNO. Era no belíssimo Palácio Itamaraty (onde colocou o Ministério do Exterior), comprou o Palácio das Águias, a seguir chamado para sempre de Palácio do Catete, e se instalou ali.

Três meses depois, surpreendentemente recuperado, Prudente veio de trem de Petrópolis, na Central do Brasil pegou um tilburi (não havia carros, o primeiro foi lançado em 1894 pelo genial Henry Ford), foi para o Catete, não avisara ninguém. Estava tão magro que não foi logo reconhecido. Foi para o gabinete, chamou um contínuo, ordenou: “Diga ao senhor Manuel Vitorino que eu reassumi”. Nunca mais se falaram.

Existem ainda dezenas de casos, como os “vices” da ditadura de 64, que eram civis, mas não podiam assumir.

Na semana passada, afirmei aqui: Lula está preocupadíssimo com os problemas de saúde do vice, José Alencar. Deu ordens: “Se estiver viajando e o vice não puder assumir, me chamem, volto na mesma hora”.

Disseram até que se José Alencar não pudesse assumir, o presidente da Câmara não assumiria para que o presidente do Senado ficasse no Planalto, Sarney em pessoa.

*  *  *

PS – Anteontem e ontem, Lula estava no Equador (posse do presidente), o vice Alencar não estava em condições de assumir, Lula voltou imediatamente, interrompendo conversações importantes a respeito das bases militares.

PS2 – E indireta e taxativamente, determinando: “Sarney não, assim é absurdo”.

Embolou o meio-campo

Carlos Chagas

Parece estar indo para o espaço a estratégia do presidente Lula de transformar a sucessão presidencial num plebiscito a respeito dele mesmo, ainda que representado por Dilma Rousseff. A idéia era levar o eleitorado a optar entre a candidata, em nome dele, e José Serra.

O processo poderá seguir outro rumo, a partir da candidatura de Marina Silva, capaz de despertar a decisão  de Ciro Gomes também disputar.

Admitindo-se esses quatro pretendentes, sem esquecer o quinto, no caso  Heloísa Helena, a conseqüência será uma acirrada corrida para o segundo turno, onde José Serra já se encontra posicionado. Nada   do sonho fantástico do presidente Lula de ver Dilma Rousseff eleita no primeiro, como vinha falando algum tempo atrás e não fala mais.

Só haverá lugar para um, entre Ciro, Marina e Dilma, desconsiderando-se Heloísa. Briga de foice em quarto escuro. Claro que esse cenário encontra-se apenas esboçado, podendo desfazer-se entre muitas variáveis. Marina Silva ainda não deixou o PT, pelo PV, e sofre pressões razoáveis para ficar onde está, sob a promessa de imensa blitz para reelegê-la senadora pelo Acre.  Ciro Gomes ainda  não fechou completamente  a porta para  sua candidatura ao governo de São Paulo.  E Dilma Rousseff custa a decolar, por razões eleitorais e de saúde. Não é por coincidência que o governo obteve dos institutos de pesquisa uma espécie de pausa ou moratória na divulgação das consultas. Estranha-se que há quase dois meses tenham interrompido o fluxo de prévias, mas como o poder produz  razões que a própria   razão desconhece, é bom calar.

Assim,  estamos diante de profunda mutação no quadro sucessório, que os próximos dias se encarregarão de solucionar.  Mas dentro da previsão de que popularidade não se transfere.

Conversaram ou não conversaram?

Em política, é costume a gente  assistir embates veementes entre versões contraditórias, envolvendo  idéias, teses e programas. No fim, não se chega a conclusão alguma, mantendo as partes suas opiniões divergentes. Estatizar ou privatizar?  Gastar ou economizar? Punir ou absolver? Décadas podem transcorrer sem que se chegue a uma conclusão.

Existem tertúlias, porém,   que em nome da lógica e da ética precisam  ser decididas em questão de horas. Não dá para contemporizar, porque referem-se a fatos. Um dos lados terá a verdade, o outro,  não.

Assim estamos assistindo a ex-chefe da Receita Federal, Lina Maria Vieira, dizer que esteve no gabinete de Dilma Rousseff e que a chefe da Casa Civil exigiu rapidez na apuração de denúncias contra Fernando Sarney.

Em  entrevista imediata,  Dilma Rousseff   negou  haver recebido Lina Maria Vieira e, muito menos, solicitado providências da Receita Federal  em investigações envolvendo o filho do senador José Sarney. Para ela, tratou-se de pura fantasia da contendora, que treplicou afirmando “ela sabe que falou comigo”.

Não há meio termo. Com todo o respeito, uma das duas respeitáveis senhoras está mentindo.

Bom senso

Coube ao presidente Lula, em Quito, evitar um racha de sérias proporções na América do Sul, esta semana.   Porque se submetida a votos uma moção de censura aos Estados Unidos, haveria constrangedora divisão entre os  presidentes reunidos na assembléia da Unasul. Um resultado capaz de deixar todo mundo mal, qualquer que fosse.

Hugo Chavez, da Venezuela, exigia a condenação do governo de Washington por conta das bases militares americanas sendo montadas na Colômbia. Com ele ficariam, com certeza,   os presidentes do Equador, da Bolívia e  do Paraguai. Quem sabe outros,  apesar de presidentes como os do Brasil, Argentina e Uruguai haverem anteriormente censurado a iniciativa dos Estrados Unidos mas sem a disposição de  agravar a crise, em especial porque o coronel venezuelano chegou a falar em guerra.

Sendo assim, o Lula sugeriu que antes de qualquer votação, fizessem todos um esforço para ouvir o presidente Barack Obama. Nada mais sensato. Essa convocação, ou convite,  levará semanas, senão meses, para  concretizar-se. Não foi dessa vez que a União virou  Desunião. Mas passou perto…

Ciro desiste de São Paulo e se afasta de Dilma

Pedro do Coutto

A  política é como nuvens, muda de forma e direção a todo instante, definiu       eternamente o governador Magalhães Pinto recorrendo à poesia para sintetizar as mutações da busca do poder. Há pouco mais de um mês, o presidente     Lula admitiu a hipótese de o deputado Ciro Gomes mudar, até 30 de setembro, data limite, seu domicílio eleitoral e vir a disputar o governo de São Paulo. O próprio Ciro revelou concordar em princípio.

Mas isso até o dia 11 de agosto. Mudou de idéia totalmente. Está na matéria de Dimmi Amora, O Globo desse mesmo dia, a critica que desfechou contra o governo, contra a aliança PT-PMDB, que classificou como de moral frouxa, e portanto tacitamente deixou claro que  não se encaixa no projeto paulista e também não no sistema de apoio à candidatura de Dilma Roussef.

Pois assim não fosse, não teria feito a afirmação que fez: “Lula –disse- aguenta defender Sarney e Renan e se abraçar a Collor por sua liderança política. Mas nem eu, nem Serra, nem Dilma, nem ninguém suporta isso.” Estas afirmações evidentemente não são de alguém que pudesse se integrar no esquema político do Planalto. Inclusive acentuou que uma candidatura à presidência da senadora Marina Silva, pelo PV, pode implodir a da Chefe da Casa Civil.

Ciro surpreendeu mais uma vez. Neste caso, sobretudo porque anunciou que mantém sua própria candidatura à sucessão de 2010. Logo, não pretende sair do PSB. Para que o PTY apoiasse sua indicação para São Paulo seria absolutamente necessária uma aliança com o PT. O ex governador do Ceará provavelmente sentiu a intensidade da reação da seção paulista do Partido dos Trabalhadores ao projeto  que  tem (ou teve) o ex ministro José Dirceu como um dos articuladores. Inclusive Dirceu chegou a publicar em seu blog um artigo nesse sentido. Como disse o poeta, entretanto, foi tudo um sonho de uma noite de verão.

Claro que Ciro retira votos de Dilma Roussef, da mesma forma que Marina Silva. Mas é indispensável considerar que a eleição é em dois turnos. Quanto mais candidatos houver, pensa Ciro, melhor para ele. Sabe que José Serra, mais forte que Aécio Neves nas pesquisas do Ibope e Datafolha, tem seu passaporte assegurado para o desfecho final. Mas,  diante de uma divisão aprofundada pela ex ministra do Meio Ambiente, talvez ele, Ciro Gomes, possa superar Dilma e se classificar para o momento decisivo.

Nesse ponto, errada ou certa sua análise, não importa no caso agora, ele projeta uma vaga chance de vir a ser o antagonista preferido, senão pelo PT, pelas bases petistas. É um plano que ficou nítido no episódio desta semana. Se vai dar certo ou não, é outra história. Mas tem lá sua lógica.

Ele está sentindo que a ministra  chefe da Casa Civil, principalmente em face das articulações desenvolvidas pelo presidente Lula, está dependendo mais dos apoios que receber do que de si própria. Na verdade, tem razão, pois são acessórios, não essenciais. O candidato, no caso a candidata, tem que se afirmar por si. Apoios formais de siglas e correntes decorrem do fato de a candidatura estar forte: afinal os rios correm para o mar. E não o contrário.

Sustentações, por paradoxal que pareça, não asseguram o êxito da jornada. Elas acrescentam, isso sim, e se potencializam em função da capacidade de arrebatar votos de quem os está disputando. Ciro Gomes identifica em Dilma a imagem de quem está condicionada à força das adesões. E não o contrário. A véspera do poder e da vitória é um corredor estreito. Nele pontifica a emoção, não a manifestação conseguida à base da troca de concessões. Mas sim aquela que arrebata e torna as concessões um reflexo natural da política.

A luta pelo poder é assim. Ciro quer ser uma alternativa para o segundo turno. Esta sua estratégia. Ficou nítida.

Convocação (ou convite) inútil do secretário interino da Receita

Este repórter já antecipara: ele não ia nem podia dizer nada. Principalmente “convidado”. Falo: “Estou protegido e impedido de revelar qualquer coisa, por causa do sigilo obrigatório”.

Insistiram sem sucesso. Alguns senadores querem agora INTIMÁ-LO ou CONVOCÁ-LO, garantem, “nessa condição ele tem que explicar e responder ao que for perguntado”. Pode não ser bem assim. (Exclusiva)

Há quase 2 meses, a Bovespa não negocia 5 bilhões, já esteve em 10 BI

O movimento é o menor, diariamente desde os tempos gloriosos em que subia durante mais de 6 anos. Sem interrupção, palavra adorada por Chavez no governo. O volume hoje ficou em 4 BILHÕES e 800 MILHÕES de reais..

As ações que chegaram a uma queda de 2,20% reagiram um pouco, o fechamento mostrou queda de “só” 1,62%.

O dólar chegou a estar subindo 0,95%, em 1,85 alto. Fechou em alta mínima, 0,20% em 1,845.

Sarney hoje, presidindo a sessão, enquanto tratavam do seu destino

Estava o mais parecido com tranquilidade, não tomava conhecimento do que decidiam, não no plenário, mas no Conselho de Ética, (sabe que não acontecerá nada).

Às 16:20, chegou a brincar sobre o tempo na tribuna: Não faço discriminação, não favoreço ninguém, todos falam o mesmo tempo”. Naturalmente se lembrava de quinta-feira, quando deixou o amigo Renan falar 1 hora e 20 minutos. (Exclusiva)

Marcos Vilaça novamente presidente da Academia

Cicero Sandroni vem fazendo excelente administração. Mas como não pode haver reeleição, terá que deixar o cargo. Há movimento grande, para ser eleito Secretário Geral, sem impedimento.

O Ministro (do TCU) Marcos Vilaça, que já foi presidente, voltaria ao cargo. O estatuto proíbe reeleição, mas não a volta à presidência anos depois. (Exclusiva)

Autênticas, textuais e entre aspas

Caderno de Esportes do Estado de São Paulo, página inteira e com manchete: “Luxemburgo senador”. Ele assumiu que é, pelo Estado de Tocantins. Treinador eleito senador, alguns destes podem ser demitidos como os treinadores.

Publiquei extensa matéria sobre o pedido de Dona Dilma a então secretária da Receita, Lina Vieira. Agora a CPI quer convocá-la (vá lá, convidá-la) para explicar o “encontro com a Chefe da Casa Civil”.

Posicionamento da bancada do governo no Senado: “Como Dona Dilma pediu para AGILIZAR o processo contra Sarney, não era para defendê-lo”.

Dois senadores do PT-PT já fecharam com o Planalto-Alvorada: “Se ela quissesse PROTEGER Sarney e o filho, pediria o ARQUIVAMENTO”.

Procedimento aristocrático, coisa de barão pra cima”.

Esses dois senadores não escondem o comportamento, só pedem sigilo. São do mesmo estado, mas apenas um deles tem eleição em 2010. D-i-f-i-c-í-l-i-m-a.

Dentro de pouco tempo, tudo no Senado, três decisões importantíssimas

Apesar da BAIXARIA, que agora amainou, que palavra, mas está longe de acabar. Qualquer tipo de solução tem que passar pela saída de Sarney, ninguém sabe como fazer.

Às 13 horas, quando escrevo, alguma coisa acontecerá mas incógnita geral. 1 – Reunião do PT-PT para preencher as vagas no Conselho de Ética. Não sabem se decidem por eles mesmos ou se cumprem ordens do Planalto-Alvorada.

2 – Depoimento do secretário interino da Receita, substituto de Dona Lina. 3 – Presença de um diretor da Petrobras, no primeiro dia de trabalho da CPI sobre a maior empresa do Brasil.

Perspectiva: nenhuma.

O Planalto-Alvorada, através de suplentes, controla tudo.

Amestrados: quando a Bolsa sobe, é recuperação da economia. Quando cai, realização de lucros

Não fogem dessa rotina e do lugar comum, dirigido por quem pode comandar. Meio dia e 40, primeiras postagens-observações do repórter.

A Bovespa cai desde a abertura, agora, menos 2,20% em 55 mil e 600 pontos. Volume de 1 bilhão e 700 milhões.

O dólar em alta desde o início (isso é tão importante quanto o SUB e o SUPER faturamento na exportação e na importação), a esta hora, mais 0,90% em 1,85 alto. Faltam 4 horas e meia, podem COMPRAR ou VENDER, são os donos de tudo.