Justiça homologa delação premiada de Dario Messer, o ‘doleiro dos doleiros’, que pagará R$ 1 bilhão à Lava Jato

Messer está em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica

João Paulo Saconi e Aguirre Talento
O Globo

 A Justiça Federal do Rio de Janeiro homologou nesta quarta-feira, dia 12, o acordo de delação premiada de Dario Messer, conhecido como o “doleiro dos doleiros”, réu de processos no âmbito da Operação Lava-Jato. Os termos, negociados desde maio, incluem o cumprimento de pena de 18 anos e nove meses de prisão para Messer e a renúncia de 99% de seu patrimônio, estimado em R$ 1 bilhão.

É o primeiro acordo que a equipe fluminense da operação celebra com um alvo considerado chefe de uma organização criminosa — Messer comandaria os doleiros responsáveis por abastecer esquemas ilícitos no estado. A delação, bem como a descoberta do esquema, é de responsabilidade do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF).

COLETA DE PROVAS – A homologação dos termos ocorreu diante da concordância dos juízes da 2ª e 7ª Varas Federais do Rio, cujos titulares são Alexandre Libonati e Marcelo Bretas. Ao divulgar a celebração da delação, o MPF informou que a força-tarefa da operação avalia que as informações prestadas por Messer permitirão a coleta de provas para investigações, sobretudo três delas, para as quais já prestou depoimentos como “figura-chave”: as operações Câmbio-Desligo, Patrón e Marakata.

As duas primeiras têm relação com esquemas de lavagem de dinheiro no Uruguai e no Paraguai — com movimentação estimada em US$ 1,6 bilhão no braço uruguaio — e a última se refere a transações cujo objetivo era lavar montantes por meio do contrabando de esmeraldas.

PRISÃO DOMICILIAR –  Detido em julho do ano passado, após ter passado 14 meses foragido, Messer está em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, e terá o tempo que passou preso descontado do cumprimento da pena. Do total de 18 anos e nove meses previstos pelo acordo, cumprirá mais dois em regime fechado domiciliar e o restante nos regimes semiaberto e aberto.

Os bens serão revertidos em favor dos cofres públicos: eles formam um conjunto de valores, imóveis, obras de arte e um patrimônio relativo às atividades que desenvolveu nos setores agropecuário e imobiliário no Paraguai, onde manteve negócios e um abrigo durante os meses que passou em fuga. Ele alternava a permanência no país vizinho com períodos em São Paulo, onde acabou sendo encontrado por agentes da PF.

10 thoughts on “Justiça homologa delação premiada de Dario Messer, o ‘doleiro dos doleiros’, que pagará R$ 1 bilhão à Lava Jato

  1. Confira a reprodução da planilha com os anos em que Serra foi presentado:

    Aniversário de 2007
    6 garrafas Alma Viva Primeira safra 1997 Valor unitário: total: R$ 2.380
    6 garrafas Sena 2001 Valor da unidade: R$ 1.680

    Natal de 2007
    12 garrafas Chadwick
    Valor médio unidade: R$ 1.613

    Aniversário de 2008
    12 garrafas Don Melchor 2003
    Valor unidade: R$ 720

    Aniversário de 2009
    6 garrafas Léoville Las Cases
    Valor unidade: R$ 1.600

    Natal de 2009
    6 garrafas Romanée Conti Grands Echezeaux
    Valor unidade: R$ 21,5 mil

    Aniversário de 2010
    6 garrafas Carmin de Peumo
    Valor unidade: R$ 954

    Natal de 2010
    6 garrafas Chateau La Mission
    Valor unidade: R$ 5,8 mil
    Natal de 2011
    6 garrafas Rousseau Clos-de-Beze
    Valor unidade: R$ 3,5 mil

    https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2020-08-07/serra-recebeu-vinhos-de-ate-r-21-mil-revela-delacao-da-odebrechet.html

  2. Será que o doleiro desta vez “faz a entrega” do Banestado da Máfia Tucanostra.??
    O Poderoso Chefão deve está de cabelos em pé. como se dizia antigamente…
    [

    eh!eh!eh

    Vive La France e a Adega de bilhões….

  3. Façam um singelo cálculo aritmético, se o doleiro era uma engrenagem a mais num dos muitos esquemas corruptos operados num determinado período e tem condições de devolver uma parcela de seus ganhos, no valor de um bilhão, que volume de recursos públicos teriam sido desviados de saúde, educação, saneamento básico e outras rubricas de promoção social.
    E a máfia criminosa no poder manobrando e conspirando para garantir impunidade e, ainda, a praga dos inocentes úteis tentando justificar.

  4. Como é fácil roubar do erário público, depois faz delação e recebe um prêmio, vai cumprir pena em casa e com bolso cheio, se ele devolveu R$ 1 bi, imagina quanto quem o corrompeu deve ter em paraísos fiscais, o povo sofre porque não sabe votar, deveria ser ensinado: NÃO VOTE EM PARENTE DE POLÍTICOS, O PREJUDICADO SERÁ VOCÊ.”

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