Avó de Michelle Bolsonaro morre vítima de Covid-19 em hospital público do DF

A idosa foi hospitalizada após ser encontrada desacordada na rua

Carolina Cruz
G1

A avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro morreu vítima da Covid-19, na madrugada desta quarta-feira, dia 12, no Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal. Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 80 anos, estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o início de julho.

Questionado pelo G1, o Palácio do Planalto não havia comentado o falecimento da idosa até a última atualização desta reportagem. Há mais de um mês, o governo federal mantém o posicionamento de não se pronunciar sobre o estado de saúde da idosa.

CAÍDA NA RUA  – Maria Aparecida foi internada no dia 1º de julho. De acordo com o prontuário médico, ela foi encontrada “por populares, na rua, caída” na região onde mora, em Ceilândia. A região é a que concentra o maior número de casos de coronavírus no DF, com 15.203 registros, até esta terça-feira, dia 11.

Inicialmente, a idosa foi levada ao hospital da região, com falta de ar. No mesmo dia, ela foi encaminhada para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) – a 32 quilômetros de distância – unidade onde havia vaga em UTI naquele dia.

INSTABILIDADE – A avó da primeira-dama permaneceu em tratamento intensivo durante toda a internação. Ela apresentou instabilidade no quadro clínico nas últimas semanas, chegando a registrar melhora por duas vezes. Na última segunda-feira, dia 3, a paciente deixou a entubação e respirava com ajuda de máscara de oxigênio.

Nesta quarta-feira, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), que administra o Hospital de Santa Maria informou que Maria Aparecida havia sido transferida para o Hospital Regional de Ceilândia. O G1 questionou a motivação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

12 thoughts on “Avó de Michelle Bolsonaro morre vítima de Covid-19 em hospital público do DF

  1. “Gripezinha” forte essa! Com todo respeito a falecida. Triste situação do Brasil com relação a pandemia. Já chegou à minha família infelizmente. Perdemos o tio Evandro para a COVID. Já chegou às famílias dos meus amigos. Já perdemos vizinhos de rua onde moramos. “E daí”! CANALHAS!!!

  2. Carlos Marchi (via Facebook)

    No dia 26/3 começou a ser veiculada a campanha “O Brasil não pode parar”, do governo Bolsonaro.
    Neste dia o país contava 2.915 casos de covid-19, com 77 mortes.
    A campanha convocava jovens e adultos a trabalhar, propondo que apenas o grupo de risco ficasse em casa.
    No dia anterior o presidente Bolsonaro vociferara sua famosa dedução: “A covid era apenas uma gripezinha.”
    Estava redonda e cientificamente errado.
    No dia 31/3, cinco dias depois de começar, a campanha foi retirada do ar pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF.
    Saiu do ar mas continuou alimentando a narrativa bolsonarista nas mídias sociais, apurou a consultoria Brites.
    Entre 17/3 (dia do primeiro óbito) e 8/8 (dia dos 100 mil mortos), Jair, Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro fizeram 72 publicações contra o isolamento social.
    Só o presidente Jair Bolsonaro utilizou 26 vezes a expressão “O Brasil não pode parar”.
    Não tinha nenhuma base social. Era mero palpite – um palpite que ajudou a matar 100 mil brasileiros.

  3. Dia 2 de julho a tribuna da internet publicou meu artigo, revelando que a vó da primeira dama, quando doente, era socorrida pelos vizinhos. Literalmente abandonada pelos familiares.

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